sexta-feira, 2 de outubro de 2009

patifaria número 1: patriotismo?

Como disse um poeta: mais do mesmo.


Algo que muito me incomoda - sem, é claro, revelar a imagem de rebelde ou algo do tipo - é essa mistura de tensão, euforia, furnicação, que envolve todos os "grandes" acontecimentos em que a nossa terra tupiniquim atue, ativa ou passivamente. E isso se manifesta, indubitavelmente, nos grandes eventos esportivos, fato mais do que cabal.

Fato também que o esporte envolve muito mais do que se vê (homens correndo atrás de uma bola, pessoas com arco-e-flechas acertando alvos, corridas por distâncias imensuráveis), dada sua vultosa importância em termos de desenvolvimento, nos seus mais variados sentidos; quer seja pessoal ou, ainda, social, haja vista que, para a manutenção de eventos dessa espécie, diversos setores (saúde, cultura e educação, transporte) recebem injeções generosas de bufunfa.

Não é esse o objeto do presente post.

Busco entender o porque das pessoas entrarem naquele estado de tensão e euforia, mencionado no primeiro parágrafo, por pura e simplesmente o nosso maravilhoso RIO DE JANEIRO receber os jogos olímpicos daqui a 7 (!) anos.

Aproximadamente dez mil pessoas, em pleno dia útil, riram, gritaram e choraram com a eleição, transmitida ao vivo em quase todos os canais de televisão.

Por que choraram? Será que têm ciência do impacto positivo que o país sofrerá? Sim, isso todo mundo sabe.

Mas todas aquelas pessoas têm ciência de que, tudo o quanto será investido sob a rubrica "JOGOS OLIMPICOS 2016 RIO", deveria - e poderia, o que é pior - ser investido em tempos passados? É isso que me preocupa.

Nossa postura mesquinha e patife faz com que soluções paliativas e instantâneas (como a divulgação dos valores destinados aos jogos) satisfaçam nossa sede, por momentos, de enxergarmos um verdadeiro desenvolvimento social.

Tudo o quanto será investido, repito, poderia ser empregado em tempos passados visando eliminar os focos dos problemas que, atualmente, se revelam irresolvíveis; tais quais, saúde, cultura e educação, transporte, segurança, e o raio que o parta.

Deveríamos ser patriotas todos os dias, com nossas crianças e jovens a cantar os hinos nacional e da bandeira. Nos orgulhar e defender, sempre, nossa amada terra do Brasil. Como? Através de posturas ativas, participando da vida política através dos instrumentos que nos foram postos à disposição. Além, é claro, de nos conscientizarmos - o que não é muito dificil - de que é possível, sim, mudar de VERDADE E PRA MELHOR, alimentando nossa postura crítica e questionando, sempre, se essas papagaiadas que têm ninho na terra das duas xícaras (Brasília), rumam o caminho correto para o bem estar social.

É mais fácil, penso, absorver tudo o que nos é mostrado - as benesses vindouras com os jogos das 5 argolinhas, chorar, rir e gritar de emoção com a nossa escolha como sede. E ponto.

Afinal, tudo que tem emoção, tem mais graça. Certo?

Poderemos estabelecer um marco para o início de um verdadeiro patriotismo. Basta querer.

Do contrário...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Momento reflexão, primeiro ato e meio.

Por falar em novelas mexicanas, maneiríssimo o blog do Marcelo Migliaccio. Sou leitor assíduo.

http://www.jblog.com.br/rioacima.php

Post do dia 15/9

"Pra amar é preciso, acima de tudo, coragem.

Coragem pra se envolver com uma pessoa muito além dos limites da carne.

Coragem pra dividir todo o seu dia e não apenas cinquenta minutos de um tórrido fim de noite.

Já é difícil achar afinidade, alguém com quem a convivência compense o prazer de fazer o que se quer, na hora em que se quer e do jeito que se quer, ou seja, o prazer da solidão.

E confesso que ando meio sem coragem para procurar essa agulha no palheiro.

O motivo é que já me preocupo com gente demais.

Ontem, ao ouvir uma gravação da música Debaixo dos Caracóis com a Nara Leão, lembrei da Fernanda, que foi minha por oito anos e agora é uma amiga eterna. Ela chorava sempre ao ouvir essa letra, a preferida de sua mãe, que a deixou inesperadamente quando ela tinha 22 anos.

Para amar de novo, é preciso coragem e mais espaço no coração. Sempre cabe mais um, é verdade, mas precisamos deixar a porta aberta para que entre.

Já sofro quando sofre a Ivone, que me deu Marina, minha filha querida, a coisa mais maravilhosa que me aconteceu na vida. E fico daqui a torcer para que ela recupere aquela alegria que cativa a todos com quem convive.

Como não me preocupar com o peso dos anos para a querida Heloísa, a sogra que todo mundo pediu a Deus?

E ainda tem pai, mãe, tios e primos, amigos do peito... todos aqueles por quem rezamos inconscientemente todos os dias e todas as horas, a torcer para que estejam bem.

Para amar de novo, é preciso encontrar no coração mais um cantinho onde caiba a imensidão daquele tão raro gostar incondicional.

É muito mais cômodo não se envolver. Já temos preocupações demais para despertar novos temores e apreensões na nossa alma medrosa.

Estamos todos fugindo. Há uma multidão nas baladas da Lapa todas as noites de sexta e sábado, como cantou o Lulu Santos, "procurando não achar"...

Por isso, quando o amor vem ele arrebata. Não nos dá nem tempo de pensar nas consequências. E só vinga quando vem pelos olhos, pela alma... muito mais que carne.

Arrebatador.

Porque se a gente parar um minuto pra pensar, vai faltar coragem. "


Agora chega de frescura; vou estudar a teoria dos atos administrativos.
Bye.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Momento reflexão número 1: Novelas mexicanas e a Felicidade

A falta de tempo me consome; não só a mim, mas a todos que se propuseram a encarar a doce rotina da vida adulta-contemporânea-atarefada.

Deveras doce.

Lembrei do compromisso com meus x leitores (número ficticio, vez que a divulgação é esporádica e parca - se resume ao MSN e orkut) e cá estou. Nossa vida, às vezes, parece uma novela. Tem início, meio e fim. Cronologicamente: nascemos, crescemos, nos reproduzimos (ô, beleza), envelhecemos e morremos.

É assim na vida profissional, na vida pessoal e na vida espiritual.

Poderia me alongar por algumas horas sobre as três supracitadas possibilidades, mas esse não é o objetivo do presente post. O objetivo é outro.

Lembram-se dos dramalhões mexicanos? Maria do Bairro, Maria Mercedes e Mari Mar (A MELHOR, DIGA-SE) não me deixam mentir: injustiças, incertezas, angustias... e dois mocinhos com o final feliz.

Um mocinho sugere a figura daquilo que desejamos encontrar - felicidade, leia-se. Mas não é só aquela viadagem de beijinho pra lá e pra cá, promessas de amor eterno, casamento e eticétera. É a felicidade completa que, resumidamente, em novelas, é ilustrada dessa forma. Tudo dá certo depois que os dois mocinhos se encontram e encaixam (uie). Não à toa dizem que serão "felizes para sempre".

O outro mocinho somos nós, que enfrentamos os reveses da vida para atingir aquilo que almejamos - vale dizer, a dita felicidade.

Conclusivo que, encaixando os dois pólos, teríamos, por fim, atingindo a felicidade.

Mas o que é a felicidade?

Um tal de Aristóteles, discípulo, jejuno e aprendiz de um tal de Platão, afirmou em um tal livro (Ética a Nicômaco) que o objetivo do homem é a felicidade. Ser feliz.

Nossa vida, por vezes, nos guina a situações que nos dão a sensação de ser ou estarmos felizes. São estados de consciência distintos, mas que nos trazem profundo "conforto". Penso que não será complicado visualizar...

Felicidade não é só amor (como anunciam as novelas mexicanas), não é só trabalho (como os egoístas propalam), tampouco se dedicar ao culto de um deus, como vemos em alguns seguimentos religiosos. É o equilíbrio contínuo entre os "ramos da vida" (a pirâmide que acima mencionei, pessoal, profissional e espiritual) que nos dará a sensação prolongada de "felicidade".

Quando algum desses pontos estiver em "baixa", o outro, ainda que em "alta", não compensará o vácuo deixado.

A pergunta que surge: Como atingir o equilíbrio?

Agindo com razão. A razão é lapidada no decorrer dos anos , fruto de nossa experiência. Torna-se madura e, com o passar dos anos, passa a "berrar", a falar mais alto, no jogo chamado vida.

E ela só vem com a experiência.

Portanto, para que vivamos bem, sem a patifaria de acharmos que as novelas mexicanas são o retrato fiel de tudo que procuramos, temos que agir com a razão.

Num outro dia qualquer falarei sobre a razão (Momento reflexivo nº 2).

AHHH, meus 23 anos..

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Momento romance, primeiro ato.

MOMENTO ROMANCE,

PRIMEIRO ATO.

Kid Abelha

Composição: Leoni e Paula Toller

Diz prá eu ficar muda
Faz cara de mistério
Tira essa bermuda
Que eu quero você sério...

Tramas do sucesso
Mundo particular
Solos de guitarra
Não vão me conquistar...

Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uh! eu quero você
Como eu quero!...(x2)

O que você precisa
É de um retoque total
Vou transformar o seu rascunho
Em arte final...

Agora não tem jeito
Cê tá numa cilada
Cada um por si
Você por mim e mais nada...

Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uh! eu quero você
Como eu quero!...

Longe do meu domínio
Cê vai de mal a pior
Vem que eu te ensino
Como ser bem melhor...

Longe do meu domínio
Cê vai de mal a pior
Vem que eu te ensino
Como ser bem melhor...
(Bem melhor!)...

Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uh! eu quero você
Como eu quero!...(2x)

Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uuuuuuuuuuhhh!
Uuuuuuuuuuhhh!...
...

Belíssima canção. Cumulada à boa companhia e um vinho, torna-se ópio.

Paciência...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

respostas cretinas..

Andar nos corredores forenses, às vezes, é engraçado. Existe desde vendedores ambulantes, engraxates, assistidos, catadores de latinha... a Advogados.

Apesar da nobilíssima função que exercemos e seu papel imprescindível dentro do Estado Democrático, alguns - talvez por não possuirem a consciência de seu mister -, julgam ser donos da verdade em quaisquer situações.

E são esses que aviltam a imagem e reduzem a credibilidade da classe.

Respeito muito àqueles que, como eu, escolheram o estudo e compreensão das leis e da justiça. Porém, não posso perder meu lado patife de ser em certas circunstâncias.

Na fila do protocolo geral - PROGER (a sigla soa de maneira assustadora, e assim o é), somos todos iguais. Dos que militam na área privada, aos que defendem autarquias, empresas públicas, pessoas jurídicas de direito público, todos, sem exceção, são submetidos à tortura de enfrentar filas quilométricas em busca do temido "protocolo".

Para os que atuam diariamente, a palavra "protocolo" é temida. É a "sabatina" que todo reles estagiário de direito deve passar.

- Hoje é o seu dia de protocolo! Avisa um dos assessores do meu chefe.

Beleza. Hoje é dia de fila, estresse, correria (se eu não protocolizar, perco o prazo e, quiçá, a cabeça). Mas também é dia de fazer amizades e conhecer pessoas :)

Ao sabor do acaso, por vezes encontramos pessoas simpáticas. Às vezes não.

Hoje, após andar algumas centenas de metros, entre os dois estágios que faço, enfrentei a fila do PROGER. Quando, de repente, surge um ser de aparência esponjosa.

- CARA! A FILA TÁ ERRADA E VOCÊ TÁ ATRAPALHANDO! A SUA FILA NÃO É AQUI!

Porra. Guichês 1 e 2 exclusivos para todos os órgãos públicos da administração e do judiciário - leia-se Procuradorias, Defensoria e Ministério Público. Eu trabalho nas Procuradorias, logo..

- TRABALHO EM ÓRGÃO PÚBLICO, disse ao ser.
- FODA-SE! ESTÁ ERRADO! Retrucou.

Eu sou um cara mui tranquilo. Foi quando ouvi o "foda-se" e fiz "ouvidos grossos". Emendei em seguida:

- AQUI É FILA PRA PESSOAS BONITAS.

- E TU É BONITO? TU É FEIO PRA CARALHO! Respondeu o exasperado ser esponjoso.

- E VOCÊ, QUE TEM CARA DE VIRGEM?

Após a minha resposta, ele se calou. Algumas pessoas da fila ouviram e riram. Logo depois, ele mudou de assunto e começou a dialogar decentemente. Ok.

Muito bom ser cretino de vez em quando...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Biltre?

Sim. Biltre. Mas por quê?

Senão vejamos:


biltre | s. m.

Patife, homem vil.



Segundo o mesmo dicionário, vil é "
de pouca conta, insignificante, pequeno; pobre, mísero; mesquinho, humilde." Por sua vez, patife é "que ou quem é pouco honesto ou procede com fraude. malandro, tratante, velhaco"

Todos nós, homens em sentido amplo (incluo as mulheres, sem as quais nossas vidas teriam contornos acizentados - pela saco"), temos um pouquinho de patifaria dentro de nós.

E isso é inegável. Certo, sir?

- Positivo! Capitão Nascimento falaria.

No decorrer dos dias, absorvemos experiências nossas e alheias. É a "roda da vida". E vemos o quão patifes, insignificantes, e mesquinhos somos diante de certas situações. Desde quando a Eva resolveu comer a porra da maçã.

Compartilharei aqui algumas dessas experiências; além, é claro, de não perder o foco principal: escrever sobre qualquer coisa.

Do suporte fático que deu ensejo ao presente blog.

Confesso que um dos meus prazeres é escrever. Porém, pelo tempo escasso, pouco tenho contato com meu caderninho de redações esporádicas e gerais (esse é o nome de batismo do dito-cujo).

Pensei e cheguei a seguinte conclusão: gasto 30 minutos diários de minha vida "batendo papo" em sites de relacionamento e programas de mensagem instantânea (com pessoas que, em sua maioria, tenho contato diário), por que não escrever nesse tempo? Une-se o útil ao agradável.

Bingo! A via eleita foi o presente blog.

É verdade que NADA substitui a atividade "cérebro-mão-caneta-papel", masssss, dadas as circunstâncias, é o que me resta.

E ultimamente me faz muita falta escrever. Será uma espécie de "terapia ocupacional".

Não tenho grandes pretensões in casu - leia-se visitas e comentários. A princípio.

Afinal, nada é absoluto nessa vida...