Como disse um poeta: mais do mesmo.
Algo que muito me incomoda - sem, é claro, revelar a imagem de rebelde ou algo do tipo - é essa mistura de tensão, euforia, furnicação, que envolve todos os "grandes" acontecimentos em que a nossa terra tupiniquim atue, ativa ou passivamente. E isso se manifesta, indubitavelmente, nos grandes eventos esportivos, fato mais do que cabal.
Fato também que o esporte envolve muito mais do que se vê (homens correndo atrás de uma bola, pessoas com arco-e-flechas acertando alvos, corridas por distâncias imensuráveis), dada sua vultosa importância em termos de desenvolvimento, nos seus mais variados sentidos; quer seja pessoal ou, ainda, social, haja vista que, para a manutenção de eventos dessa espécie, diversos setores (saúde, cultura e educação, transporte) recebem injeções generosas de bufunfa.
Não é esse o objeto do presente post.
Busco entender o porque das pessoas entrarem naquele estado de tensão e euforia, mencionado no primeiro parágrafo, por pura e simplesmente o nosso maravilhoso RIO DE JANEIRO receber os jogos olímpicos daqui a 7 (!) anos.
Aproximadamente dez mil pessoas, em pleno dia útil, riram, gritaram e choraram com a eleição, transmitida ao vivo em quase todos os canais de televisão.
Por que choraram? Será que têm ciência do impacto positivo que o país sofrerá? Sim, isso todo mundo sabe.
Mas todas aquelas pessoas têm ciência de que, tudo o quanto será investido sob a rubrica "JOGOS OLIMPICOS 2016 RIO", deveria - e poderia, o que é pior - ser investido em tempos passados? É isso que me preocupa.
Nossa postura mesquinha e patife faz com que soluções paliativas e instantâneas (como a divulgação dos valores destinados aos jogos) satisfaçam nossa sede, por momentos, de enxergarmos um verdadeiro desenvolvimento social.
Tudo o quanto será investido, repito, poderia ser empregado em tempos passados visando eliminar os focos dos problemas que, atualmente, se revelam irresolvíveis; tais quais, saúde, cultura e educação, transporte, segurança, e o raio que o parta.
Deveríamos ser patriotas todos os dias, com nossas crianças e jovens a cantar os hinos nacional e da bandeira. Nos orgulhar e defender, sempre, nossa amada terra do Brasil. Como? Através de posturas ativas, participando da vida política através dos instrumentos que nos foram postos à disposição. Além, é claro, de nos conscientizarmos - o que não é muito dificil - de que é possível, sim, mudar de VERDADE E PRA MELHOR, alimentando nossa postura crítica e questionando, sempre, se essas papagaiadas que têm ninho na terra das duas xícaras (Brasília), rumam o caminho correto para o bem estar social.
É mais fácil, penso, absorver tudo o que nos é mostrado - as benesses vindouras com os jogos das 5 argolinhas, chorar, rir e gritar de emoção com a nossa escolha como sede. E ponto.
Afinal, tudo que tem emoção, tem mais graça. Certo?
Poderemos estabelecer um marco para o início de um verdadeiro patriotismo. Basta querer.
Do contrário...
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