sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Momento reflexão número 1: Novelas mexicanas e a Felicidade

A falta de tempo me consome; não só a mim, mas a todos que se propuseram a encarar a doce rotina da vida adulta-contemporânea-atarefada.

Deveras doce.

Lembrei do compromisso com meus x leitores (número ficticio, vez que a divulgação é esporádica e parca - se resume ao MSN e orkut) e cá estou. Nossa vida, às vezes, parece uma novela. Tem início, meio e fim. Cronologicamente: nascemos, crescemos, nos reproduzimos (ô, beleza), envelhecemos e morremos.

É assim na vida profissional, na vida pessoal e na vida espiritual.

Poderia me alongar por algumas horas sobre as três supracitadas possibilidades, mas esse não é o objetivo do presente post. O objetivo é outro.

Lembram-se dos dramalhões mexicanos? Maria do Bairro, Maria Mercedes e Mari Mar (A MELHOR, DIGA-SE) não me deixam mentir: injustiças, incertezas, angustias... e dois mocinhos com o final feliz.

Um mocinho sugere a figura daquilo que desejamos encontrar - felicidade, leia-se. Mas não é só aquela viadagem de beijinho pra lá e pra cá, promessas de amor eterno, casamento e eticétera. É a felicidade completa que, resumidamente, em novelas, é ilustrada dessa forma. Tudo dá certo depois que os dois mocinhos se encontram e encaixam (uie). Não à toa dizem que serão "felizes para sempre".

O outro mocinho somos nós, que enfrentamos os reveses da vida para atingir aquilo que almejamos - vale dizer, a dita felicidade.

Conclusivo que, encaixando os dois pólos, teríamos, por fim, atingindo a felicidade.

Mas o que é a felicidade?

Um tal de Aristóteles, discípulo, jejuno e aprendiz de um tal de Platão, afirmou em um tal livro (Ética a Nicômaco) que o objetivo do homem é a felicidade. Ser feliz.

Nossa vida, por vezes, nos guina a situações que nos dão a sensação de ser ou estarmos felizes. São estados de consciência distintos, mas que nos trazem profundo "conforto". Penso que não será complicado visualizar...

Felicidade não é só amor (como anunciam as novelas mexicanas), não é só trabalho (como os egoístas propalam), tampouco se dedicar ao culto de um deus, como vemos em alguns seguimentos religiosos. É o equilíbrio contínuo entre os "ramos da vida" (a pirâmide que acima mencionei, pessoal, profissional e espiritual) que nos dará a sensação prolongada de "felicidade".

Quando algum desses pontos estiver em "baixa", o outro, ainda que em "alta", não compensará o vácuo deixado.

A pergunta que surge: Como atingir o equilíbrio?

Agindo com razão. A razão é lapidada no decorrer dos anos , fruto de nossa experiência. Torna-se madura e, com o passar dos anos, passa a "berrar", a falar mais alto, no jogo chamado vida.

E ela só vem com a experiência.

Portanto, para que vivamos bem, sem a patifaria de acharmos que as novelas mexicanas são o retrato fiel de tudo que procuramos, temos que agir com a razão.

Num outro dia qualquer falarei sobre a razão (Momento reflexivo nº 2).

AHHH, meus 23 anos..

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